FILIE-SE!

Quiosque PPS Curitiba aos sábados!

Participe da política de sua cidade, no Quiosque do PPS Curitiba na Boca Maldita, na Rua XV, próximo ao Palácio Avenida, todos os sábado a partir das 10:00 horas da manhã!







terça-feira, 6 de abril de 2010

Em viagem à Bolívia, Vereadora também conhece o funcionamento do processo eleitoral

Convidada por defensores suprapartidários do movimento que pede a autonomia do Departamento de Santa cruz, na Bolívia, a vereadora Renata Bueno (PPS) participou, durante três dias naquele país, do lançamento do Programa Pela Paz na Bolívia. Como especialista em Direitos Humanos, ela acompanhou o lancamento da "Proposta de Anistia" feita ao Presidente Evo Morales. "Tal proposta representa uma semente que produzirá, no futuro, a paz para todos os cidadaos bolivianos, independentemente a qual regiao do pais pertença. Isso significaria o perdao do presidente para todos os crimes ocorridos nos ultimos anos na regiao de Santa Cruz e que envolvem centenas de "Corcenhos", avaliou Renata Bueno. A proposta foi elaborada por organizacões da sociedade civil e apresentada pelo candidato ao governo do Departamento de de Santa Cruz, Jerjes Justiniano. Acredita-se que, Com o perdao concedido, cessariam as perseguicões politicas e jurídicas,se promoveria a paz e, consequentemente a integração da Bolivia. Renata atuou como
observadora internacional no processo. "Foi uma experiência enriquecedora visitar novamente o país desta vez em pleno processo de mudanças benéficas para a população", disse.A historia da Bolívia traz à tona uma realidade de lutas dos movimentos separatistas. Acusações de terrorismo aos lideres e cidadãos de Santa Cruz. Um tema bastante polêmico, que começou desde a época de Che Guevara e que se estende até
os dias de hoje. Mas que pode ganhar um novo contraste: o de integracao da Bolivia.A agenda de Renata Bueno no país foi intensa, recheada de atividades. Incluiu uma maratona de entrevistas aos mais
importantes canais de televisao do país, como a ATB e a Televisão Boliviana e a jornais como o La Razon e o Nuevo Dia. Além disso, a parlamentar visitou os principais candidatos de todos os partidos. "Eu queria conhecer o ponto de vista de cada um e também aproveitei para sugerir a criação de uma Comissão da Verdade para que os fatos sejam apurados com a participacao de todos" explicou.A visita terminou com a participação da vereadora em um comício de encerramento da campanha do candidato a governador
Jerjes Justiniano. Neste evento, Renata dividiu o palanque com diversos candidatos, ministros e com o presidente Evo Morales. Juerjez fez questão de destacar a importância da parceria do Brasil para este momento de transformação na Bolívia. "Ele depositou respeito e confiança na minha figura por eu ser membro do Partido Popular Socialista',afirmou a vereadora.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vereadora vai ao lançamento de programa na Bolívia

Câmara Municipal de Curitiba informa


A vereadora Renata Bueno (PPS) viajou, nesta quarta-feira (31), para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde participa do lançamento oficial do Programa Pela Paz. No ano passado, a parlamentar visitou a Bolívia e conheceu a realidade de uma parcela da população que vive sob forte opressão. "Como tenho essa preocupação com o respeito aos direitos humanos, acabei me encontrando com jovens universitários que pediram ajuda para divulgar essa realidade e tentar ajudá-los", disse a vereadora.
Foi para trazer à tona o assunto e em razão dos problemas com o consumo de drogas no Brasil que, em dezembro de 2009, Renata Bueno instituiu o Prêmio Internacional Jovem Pela Paz. Diversos projetos foram inscritos e estimularam os jovens a atuarem em programas de voluntariado espalhados pelo País. "O objetivo era fazer os jovens refletirem sobre o tema e, de alguma forma, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa no Brasil", afirmou Renata Bueno.
Conferência
Na próxima quarta-feira (7), a vereadora vai para Foz do Iguaçu participar da Conferência das Cidades Inovadoras. A ideia é ajudar a aprofundar o debate sobre os avanços da questão urbana e o fortalecimento da gestão compartilhada e democrática das cidades. O evento vai até sexta-feira (9). Segundo a parlamentar, o que for definido na conferência será encaminhado aos órgãos competentes como sugestões à Política de Desenvolvimento Urbano do Paraná.
Transparência
O lançamento do portal da transparência no site da Câmara Municipal de Curitiba, nesta quarta-feira, foi comentado pela vereadora. "Parabenizo a Câmara pelo portal e pela transparência que ele vai representar. Isso vem ao encontro da minha proposta e é uma das respostas que nós esperávamos", afirmou.

Projeto Rondon convida universidades para operações em Julho

Ministério da Defesa informou em 29/03/2010

Brasília, 29 de março de 2010 – O convite para as Instituições de Ensino Superior (IES) interessadas em participar das próximas operações do Projeto Rondon, que acontecem em julho deste ano, estará disponível no sítio do Ministério da Defesa a partir desta terça-feira (30). As IES terão até o dia 23 de abril para enviar suas propostas de trabalho.
Entre as novidade deste ano estão: o aumento do número de rondonistas por equipe, definição de novos prazos e diferentes ações para cada operação.
As ações de cidadania, bem-estar, desenvolvimento local e sustentável serão desenvolvidas pelos universitários e professores, de forma voluntária, em municípios carentes do Brasil. As atividades estão programadas para começar no próximo dia 9 de julho.
As três operações programadas vão até o dia 1° de agosto. A Operação denominada “Catirina” será realizada em 22 municípios do centro-norte do estado do Maranhão. Já a Operação “Rei do Baião”, será no extremo oeste do estado de Pernambuco, também em 22 municípios da região e a operação “Mamoré”, em 16 municípios do estado de Rondônia, ao longo da BR-364.
O Exército Brasileiro e a FAB prestarão o apoio logístico às operações.
O resultado da seleção das universidades será divulgado (www.defesa.gov.br/projetorondon) no dia 7 de maio.
Projeto Rondon
O Projeto Rondon é coordenado pelo Ministério da Defesa em parceria com outros oito ministérios. Ao participar do Rondon, estudantes e professores têm a oportunidade de conhecer melhor a realidade brasileira, aprimorar sua formação e contribuir para o desenvolvimento local das comunidades. O Rondon foi criado em 11 de julho de 1967. Em 2005, recebeu nova roupagem pelo governo federal. Desde então, o Rondon já levou mais de 9.800 rondonistas a cerca de 627 municípios.

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social
(61) 3312-4070 // 4071

Conae pede 7% do PIB para a educação

UFPR informa

Foi encerrada nesta quinta-feira (1º) em Brasília a 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae). A conferência, que começou no dia 28 de março, discutiu temas que vão desde a educação infantil até a pós-graduação e abriu o debate para assuntos como o papel do Estado na garantia do direito à educação, a democratização do acesso, e as formas de financiamento do ensino, entre outros.
A Conae reuniu mais de três mil pessoas de todo o país e foi precedida por etapas municipais e estaduais.
Algumas das propostas aprovadas pela conferência são a eleição direta para diretores das escolas públicas; o número máximo de alunos por turma de acordo com cada etapa do ensino (de 15 na pré-escola a 30 na educação superior); cotas para estudantes de escolas públicas em universidades (que deve respeitar também a proporção de negros e indígenas de cada Estado); e a destinação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação até 2010. O intuito é que o número chegue a 10% até 2014. Hoje, o Brasil aplica 4,7% do PIB na área.
As propostas aprovadas pela Conae não têm força de lei, mas o documento final da conferência servirá de base para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai orientar as políticas do setor para os próximos dez anos.
A UFPR participou da conferência com seis professores do setor de Educação.
Sandoval Matheus (estagiário), sob orientação de Fernando César Oliveira

As teorias da drogadição

Gazeta do Povo, em 05/04/2010

Prefeitura de Curitiba vai formar rede de comunidades terapêuticas destinadas a dependentes químicos. Modelo admite isolamento do usuário e contraria orientação do Ministério da Saúde

Quem já teve um familiar ou amigo usuário de drogas sabe da dificuldade na hora de procurar terapias de recuperação. Uma das dúvidas mais frequentes é sobre a que tipo de tratamento recorrer – o internamento para desintoxicação ou as terapias conhecidas como “casas-dia”, em que o de pendente volta para seu endereço nos finais de tarde, de modo a enfrentar os motivos da drogadição. O método é tido como menos artificial, pois não tira o usuário de sua realidade.
O dilema não pertence apenas às famílias: o próprio poder público está dividido sobre o assunto. A política de governo em vigor é a dos Centros de Atenção Psicos social (CAPs), que rejeitam as práticas de hospitalização tradicionais. Mas em Curitiba, a Secretaria Muni cipal Antidrogas vai adotar, em paralelo aos CAPs, uma outra orien tação. Apenas em 2010, o órgão municipal vai investir mais de R$ 1 milhão em comunidades terapêuticas, um meio termo entre a internação e as terapias indicadas pelo Ministério da Saúde.
O ministério reforça o modelo dos CAPs e lembra que nasceu da luta antimanicomial – movimento nacional, desencadeado na década de 1980, de combate aos traumáticos hospitais psiquiátricos, nos quais dependentes químicos não só conviviam com doentes mentais como eram sujeitos a tratamentos inadequados. As terapias, contudo, podem ser complementares, não havendo necessidade de expor usuários e familiares a tantas dúvidas.
Os CAPs são hoje o carro-chefe do governo federal no atendimento aos usuários de drogas. Os centros estão voltados para a chamada “redução de danos”, que, entre outras táticas, entende a recaída como parte do processo de recuperação. De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura de CAPs passou de 21%, em 2002, para 57%, ao fi nal do primeiro semestre de 2009. O usuário tem um atendimento personalizado, com uma equipe multidisciplinar, como psiquiatras e terapeutas ocupacionais, e frequenta o local du rante a manhã e a tarde, retornando para casa no final do dia.
A crítica ao sistema incentivado pelo governo federal é que, mesmo com a ampliação da cobertura, boa parte dos municípios brasileiros não possui um CAPs. Além disso, este equipamento público não funciona 24 horas. Se um dependente químico precisar de ajuda aos fins de semana, por exemplo, terá poucas alternativas além de procurar uma unidade básica de saúde, inadequada para esses casos.
Outro ponto levantado por es pecialistas é que o uso de drogas é individual. Depende de fatores como contexto social e familiar, tempo e tipo de substâncias utilizadas. Portanto, o tratamento também deve ser individual e ainda que a atenção à saúde seja primordial, como o atendimento feito nos CAPS, alternativas como as comunidades terapêuticas – nome dado às chácaras e centros de isolamento e desintoxicação – são bem-vindas.
Em famílias cujo membro não se adapta ao atendimento nos CAPs resta buscar um auxílio nã governamental. Nem sempre é possível. Clínicas particulares cobram em média R$ 4 mil por mês pelo tratamento. É nesta lacuna que as comunidades terapêuticas se tornam a única alternativa para familiares que não sabem o que fazer.
O principal problema é que a grande maioria das comunidades terapêuticas não se adequa às normas da Vigilância Sanitária, pois não tem equipe, proposta de recuperação e infraestrutura adequadas. Um levantamento realizado pela própria Secretaria Mu nicipal Antidrogas mostra que das 49 co munidades existentes em Curitiba e região, apenas 4 estão de acordo com as exigências. Outro ponto criticado é que 90% desses locais têm cunho religioso e pautam suas ações apenas na crença e não em programas de recuperação efetivos.
A questão acaba virando uma bola de neve. O CAPs não dá conta de todo o atendimento, seja por falta de cobertura ou por inadequação do usuário. Mas é a única política incentivada pelo Minis tério da Saúde. As famílias que não têm acesso aos CAPs ficam sem alternativa. Ou buscam a unidade básica de saúde – que não dá conta do problema e nem foi criada para este fim – ou uma comunidade terapêutica. Estas, por sua vez, não recebem qualquer repasse do Ministério da Saúde e não se estruturam. Os municípios, principalmente os menores, não têm verba suficiente para investir nessa área. O resultado é que o usuário de drogas que busca um tratamento acaba sendo vitimizado duplamente.
Operação em rede
Em 2010, a Secretaria Antidro gas de Curitiba teve o maior porcentual de aumento no orçamento municipal. A verba passou de R$ 4,5 milhões para R$ 6,3 milhões, um acréscimo de 40%. A maior parte deste valor é destinado às ações de prevenção e cerca de R$ 1 milhão ajudará na criação da Rede de Comunidades Tera pêuticas. Um edital será lançado em parceria com a Fundação de Ação Social e Secretaria Mu nicipal de Saúde para convocar as comunidades interessadas em participar.
As entidades passarão por um curso com duração de dois meses, no qual serão abordadas normas sanitárias e programas de tratamento. Os grupos passarão a contar com uma assessoria para atender à legislação e se regularizar na Anvisa e prefeitura. As nove co munidades que cumprirem as exigências de maneira mais eficaz assinarão um contrato de cooperação com o município. Haverá uma ONG por regional, com cerca de 20 vagas cada. A estimativa é que estejam disponíveis 180 vagas por mês. E que o curso co mece ainda este semestre. “Nosso objetivo é capacitar e fiscalizar. Infelizmente, a maior parte dos municípios não tem essa alternativa e precisa de auxílio estadual e federal”, diz o ex-secretário da pasta Fernando Francischini, idealizador da iniciativa.