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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vereador Zé Maria pede fiscalização de caçambas

O Vereador Zé Maria (PPS) protocolou requerimento à Prefeitura Municipal solicitando fiscalização das caçambas coletoras de resíduos, normalmente dispostas nas calçadas e/ou avançando a via, tornando-se alvo fácil de acidentes por não apresentarem pinturas reflexivas que as identifique.
“A visibilidade das mesmas tornam-se precárias, principalmente em dias de chuva e à noite, pois grande parte das caçambas encontra-se com as pinturas sujas ou apagadas”, justifica o Parlamentar.

Vereadoras promovem audiência sobre combate à homofobia

Câmara Municipal de Curitiba informa,
As vereadoras Professora Josete (PT), Julieta Reis (DEM) e Renata Bueno (PPS) promovem, na próxima quarta-feira (12), audiência pública com o tema “Dia Municipal e Estadual de Combate à Homofobia: Cenários e Perspectivas”. O evento acontece a partir das 9h, no auditório do Ministério Público do Paraná, no Centro Cívico.
Devem participar da abertura as três vereadoras, o deputado federal Doutor Rosinha (PT) e a deputada estadual Rosane Ferreira (PV). Ela foi autora da lei estadual promulgada este ano instituindo o dia 17 de maio como o Dia Estadual de Combate à Homofobia. Em 2007, a Câmara de Curitiba já havia aprovado projeto, que se tornou lei, de autoria da vereadora Julieta Reis, instituindo o mesmo dia em âmbito municipal.
Às 10h, sentam-se à mesa para falar sobre cenários e perspectivas do combate à homofobia representantes da Aliança Paranaense Pela Cidadania LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais), do Conselho Permanente de Direitos Humanos (Coped), Ministério Público do Paraná e Allan Johan, fundador da Revista Lado A, publicação voltada para a comunidade GLS. O evento deve encerrar ao meio-dia.
Data
O dia 17 de maio foi escolhido por ter sido, em 1990, a ocasião em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do rol de enfermidades. Desde então, no mundo todo a comunidade LGBT comemora a conquista.

Aterro esbarra na legislação

Gazeta do Povo, em 12/05/2010

Única opção para substituir a Caximba, área em Fazenda Rio Grande fica a menos de 500 metros de moradias e em zona de serviços do município
O único aterro privado em condições de receber o lixo de Curitiba e outros 19 municípios da região metropolitana esbarra na legislação ambiental do estado e no zo nea mento urbano de Fazenda Rio Grande. A área da empresa Estre Ambiental, na cidade vizinha, é rodeada de moradias, enquanto as normas estaduais preveem uma distância mínima de 500 metros entre aterros e casas. Além disso, o empreendimento está em uma zona de serviços, que só permite atividades pouco poluentes. Mesmo assim, o aterro teve anuência do município e licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A contratação de aterros privados, sem licitação, foi apresentada pelo Con sórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Ur banos, que reúne a capital e ou tras 19 cidades, como uma solução temporária para a falta de um local de destinação para os resíduos. O aterro da Caximba, no sul de Curitiba, tem prazo, determinado em decisão judicial, para encerrar suas atividades em novembro. A licitação para a escolha da empresa ou do consórcio que vai operar o sistema que substituiria a Caximba está parada na Justiça.
No dia 6 deste mês, matéria publicada na Gazeta do Povo mostrou que, dos quatro aterros em instalação ou operação na região metropolitana, apenas o da Estre Ambiental tem capacidade para receber as 2,4 mil toneladas diárias produzidas pelas cidades que integram o Consórcio Intermunicipal. Os outros têm capacidade inferior e também esbarram na legislação.
Vizinhança
Visto como principal opção para o impasse, o terreno da Estre divide cerca com casas e pequenas propriedades rurais, contrariando o que diz a Resolução 31 da Sema, de 1998. Em seu artigo 138, a Reso lução determina que deve haver uma distância mínima de 500 metros entre residências e o local para a disposição final de resíduos. O Decreto Estadual 6.674, de 2002, que versa sobre resíduos sólidos, lista a resolução entre aquelas cujo cumprimento é responsabilidade do IAP.
Mesmo assim, o pedido de licença de instalação para o aterro, protocolado no dia 26 de março, foi concedido no mesmo dia pelo então presidente do IAP, Victor Hugo Burko, sem qualquer referência à resolução. Esse foi um dos motivos que levaram o Ministério Público do Paraná, em parecer de julho de 2009, a pedir a suspensão do licenciamento da área. O documento faz parte de uma ação do ex-vereador de Fazenda Rio Gran de Jordão Gregório Barbosa, à qual foram juntadas ações de moradores e de organizações não governamentais. Em abril, o licenciamento chegou a ser suspenso, mas a validade da licença de instalação foi mantida.
José Baldan, 60 anos, vizinho do aterro, mora há 42 anos no local e não pretende deixar sua casa. “Criei três filhos aqui. Hoje, duas filhas minhas vivem aqui com meus genros e não vamos sair”, afirma. “Tentaram comprar meu terreno, mas não vou sair. Já estamos tendo problemas com barulho e movimentação de caminhões. Não mereço esse transtorno depois de velho.”
Por meio de sua assessoria, o IAP alegou que a distância mínima de 500 metros de residências não se aplica a aterros de resíduos sólidos urbanos e domésticos, mas apenas aos de lixo industrial. Para o órgão, a normas para o lixo doméstico se limitam à seção 5 da Resolução 31, que traz regras ge- r ais para o processo de licenciamento e trata da necessidade de estudos de impacto ambiental. No entanto, a seção 8 da resolução, em que se encontra o artigo 138, versa sobre “outros sistemas de disposição final de resíduos sólidos”, sem restringir o tipo de lixo.
“A lei especifica dois sistemas [o aterro industrial e o landfarming, também industrial] na seção anterior, e nessa parte fala sobre todos os outros sistemas que não aqueles. Ela vale, portanto, para qualquer tipo de lixo não industrial”, analisa o advogado Caio Eberhart, especialista em legislação ambiental.
Área de serviços
A prefeitura de Fazenda Rio Grande informou que a anuência do município foi concedida em 2008, na gestão anterior, e que possíveis irregularidades serão analisadas quando a empresa pedir o alvará de funcionamento. O aterro estará localizado em uma área reservada para a prestação de serviços, que segundo a lei de zoneamento urbano do município só pode receber atividades industriais com baixo risco de poluição. A disposição de resíduos sólidos urbanos é considerada como uma atividade poluidora pela Resolu-ção 65, de 2006, do Conselho Estadual de Meio Ambiente.

Fundação Cultural de Curitiba abre novo edital

PAraná Online, em 12/05/2010

A Fundação Cultural de Curitiba abriu inscrições para um novo edital do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), destinado a conceder apoio financeiro para a produção de projetos de pesquisa que oportunizem a divulgação do patrimônio cultural de Curitiba. O edital e seus anexos estão disponíveis no site http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/ , link “Lei de Incentivo”, e os interessados podem fazer suas inscrições até 21 de junho.

Idade para entrar na escola pode ser reduzida

Paraná online, em 12/05/2010
Uma audiência pública discutirá hoje na Câmara dos Deputados, em Brasília, o projeto de lei do senador Flávio Arns (PSDB) que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para baixar de seis para cinco anos a idade de acesso das crianças na 1.ª série do ensino fundamental. Um manifesto contra a proposta foi entregue, na tarde de ontem, na Câmara Municipal de Curitiba por vários sindicatos e órgãos públicos que acreditam que a criança terá prejuízo pedagógico com a mudança.
O projeto 6755/2010 já foi aprovado no Senado e tramita na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. A vereadora Professora Josete (PT), acompanhada dos vereadores Pedro Paulo (PT) e Jhonny Stica (PT), representou o manifesto contra o projeto em Curitiba. O documento, divulgado ontem, relata que “o que está em jogo não é a idade cinco anos mas o direito de (...) aprender de acordo com as características da idade, e portanto, com profissionais qualificados e infraestrutura e espaços adequados à faixa etária da Educação Infantil”.
A posição do manifesto é a mesma da Secretaria de Estado da Educação (Seed). “Nos manifestamos contra o projeto por que acreditamos que a educação infantil é um espaço privilegiado, com mobiliário adequado e com a presença do lúdico como a estrutura das creches ou Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI’s). Isso é o mais apropriado para crianças menores de seis anos, de acordo com a própria LDB”, explica a professora Roseli Correia Barros Casagrande, técnica-pedagógica da equipe de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental da Seed.
O senador Flávio Arns explica que utilizou o Paraná como exemplo no projeto para que a estrutura de educação ficasse igual em todo o País. “O que sugerimos no projeto é o que já acontece há dois ou três anos no Paraná. O Ministério Público ajuizou uma ação no Tribunal de Justiça que determinou que as crianças tivessem acesso ao ensino fundamental no ano em que completassem seis anos, portanto uma criança que faz aniversário em dezembro poderia entrar na primeira série com cinco anos”, explica.
Há cinco anos, o Congresso Nacional mudou o ensino fundamental de oito para nove anos. Desde então, as crianças entram um ano mais cedo na escola, mas o primeiro ano é exclusivamente para adaptação. “Essa mudança foi feita pensando na criança pobre, por que a criança rica já está na escola desde muito nova”, ressalta.