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terça-feira, 6 de março de 2012

Pai, mãe, quero ser professor!

Por Elaine Esmanhotto Bareta -  Secretaria da Educação do PPS Curitiba

Pai, mãe, quero ser professor!
Foi-se o tempo em que se ouvia frequentemente essa frase. Dificilmente hoje em dia os jovens anunciam aos pais e familiares que querem seguir o magistério. Alguns tem o desejo porém não conseguem chegar a universidade. Outros fazem um curso superior mas procuram outras profissões, mais rentáveis e reconhecidas. Assim, bons professores vão-se tornando peças raras.
Há alguns anos atrás, o magistério de nível médio formava professores que passavam a atuar imediatamente em escolas com crianças até o 5º ano (4ª série). Com as alterações na legislação educacional, os estados e municípios começam a exigir o ensino superior dos professores que atuam com a educação básica, estabelecendo prazos para que isso aconteça. Medida positiva se for possível atender a demanda dos dois lados: dos pretendentes a professor e das necessidades das escolas.
As universidades precisam estar preparadas para receber o contingente necessário de alunos conforme o número de profissionais que poderão ser absorvido pelo mercado. Preparo significa “quantidade e qualidade” no que se ensina. Cursos à distância, carga horária reduzida são situações a cada dia mais recorrentes e deixam defasagens no preparo desses novos professores que chegam ao mercado, muitas vezes, sem a qualificação mínima necessária para enfrentar os grandes desafios da profissão.
A falta de uma carreira condizente com a altíssima responsabilidade exigida e os baixos salários pagos aos profissionais da Educação Básica, levando-se em conta o volume de trabalho a que são diariamente submetidos, também afastam jovens candidatos.
Valorização, salarial e moral, é o caminho para educação no Brasil. Precisamos atrair nossos jovens acenando com salários e carreiras promissoras. O magistério deve sim ser “eletizado”, difícil de ingressar, exigente em todas as suas instâncias, de tal forma que se torne novamente sonho dos estudantes ingressar nessa carreira.


Lideranças femininas se encontram na Boca Maldita para comemorar o “Dia Internacional da Mulher”

PPS Paraná 06/03/2012

Assessoria de Imprensa PPS do Paraná 

A coordenadora do PPS Mulher do Paraná, Angela Donha, informou na última reunião semanal do diretório estadual que no próximo sábado (10 de março) as lideranças femininas do partido vão promover encontro para comemorar o “Dia Internacional da Mulher” (08 de março). O evento será na Boca Maldita (Centro de Curitiba) a partir das 10 horas.  

Origem 

A data comemorativa foi criada após as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Os movimentos marcaram o início da Revolução de 1917. A ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho e, também, pelo direito do voto.


http://www.ppspr.org.br/site/WFR_PPS_LerPeriodico.aspx?prd=17596

CBN Curitiba: Renata Bueno fala sobre pré-candidatura à prefeitura de Curitiba

PPS Paraná 05/03/2012

A vereadora Renata Bueno concedeu entrevista para a rádio CBN na tarde desta segunda-feira, 5. Na ocasião, a pré-candidata à prefeitura de Curitiba pelo PPS expôs sua atuação no legislativo municipal e apresentou suas ideias para uma Curitiba mais justa e humana a todos.  
acesse o link abaixo para escutar a entrevista 


http://www.ppspr.org.br/site/WFR_PPS_LerPeriodico.aspx?prd=17595

Câmara arquiva novo pedido de afastamento definitivo de Derosso

Gazeta do povo 06/03/2012 | 00:13 | VINICIUS BOREKI


Oposição irá recolher assinaturas para instalar Comissão Processante para analisar destituição do tucano da presidência da Casa


O presidente interino da Câmara Municipal de Curitiba, Sabino Picolo (DEM), arquivou ontem o requerimento que buscava o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso (PSDB) da presidência da Casa. De acordo com Picolo, o pedido protocolado pela oposição não teria base legal. “Não está amparado pelo Regimento Interno e pela Lei Orgânica do Município”, disse.
Ele admitiu, porém, que o afastamento definitivo de Derosso do cargo seria possível por meio do artigo 31 do Regimento Interno, o qual prevê a possibilidade de destituição de membros da Mesa Executiva.
Para isso, é necessária a avaliação de uma Comissão Processante que seria instaurada para analisar o caso e decidiria se levaria o pedido de afastamento definitivo ao plenário ou arquivaria o processo. Para a comissão processante ser instalada, porém, é preciso que haja o apoio de 26 dos 38 vereadores – dois terços da Casa.
O líder da oposição na Câmara, o vereador Jonny Stica (PT), afirmou que a partir de hoje serão buscadas as assinaturas necessárias para iniciar esse processo. Apesar de a oposição contar com apenas cinco parlamentares, conseguir as 26 assinaturas pode não ser tão complicado. A Gazeta do Povo ontem ouviu 32 dos 38 vereadores, e 19 foram favoráveis à destituição e apenas 3 contrários – outros dez optaram por não se manifestar ou por aguardar a orientação do partido. “Nossa vontade é afastar o presidente Derosso. Cabe aos vereadores se posicionarem a partir de agora”, afirmou Stica.
A oposição tenta fazer com que o processo de afastamento definitivo de Derosso do cargo vá a plenário. Os opositores apostam que o apoio ao presidente afastado da Casa pode ser prejudicial aos vereadores em ano eleitoral. “Quando o tema é pessoal, fica mais fácil para a sociedade acompanhar, ao contrário do que acontece no debate entre oposição e situação”, disse Stica.
Repercussão
Para o vereador Pedro Paulo (PT), o novo arquivamento do pedido de afastamento de Derosso mostra a influência do tucano na Câmara. “Ele não pretende se afastar, e a maioria é conivente”, disse. Matéria da Gazeta do Povo de ontem mostrou que o presidente licenciado continua a frequentar a sala da presidência e participar das reuniões da Mesa Executiva.
Integrante da Mesa, o vereador Celso Torquato (PSD) considera a participação de Derosso normal. “Ele não participa de todas as reuniões. Mas há assuntos em que ele é convidado.” Na avaliação de Torquato, as críticas sobre a influência de Derosso na pauta da Câmara são infundadas. “A intenção do presidente é levar a Casa com a maior tranquilidade e transparência.”
O vereador Algaci Túlio (PMDB) vê a questão sob outro prisma. “Não quero condenar o Derosso antecipadamente, mas, politicamente, a situação é horrível para todos. É pública a influência dele sobre a bancada”, disse.
Apesar das críticas, o presidente interino é visto com bons olhos. “No papel de corregedor, tenho tido muito contato com o Sabino, algo que não acontecia com o Derosso. Ele tem dado a possibilidade de cada um opinar”, disse Roberto Hinça (PSD). Ele vê com naturalidade a presença de Derosso na discussão de assuntos administrativos, mas faz uma ressalva. “Não se pode aceitar nenhum tipo de imposição. A Casa vai viver com essa discussão até que haja nova eleição.”


Uma saga anarquista - Colônia Cecília

A minissérie Colônia Cecília, que irá ao ar em abril na Revista RPC, recria a experiência única de imigrantes italianos em Palmeira, no interior do Paraná

Cerca de 700 pessoas lotaram, na noite de 25 de fevereiro, o Cine-teatro do município de Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais, para assistir a uma história bastante especial. Com duração total de 50 minutos, foram exibidos ao público os quatro episódios da minissérie Colônia Cecília, dirigida pelo cineasta Guto Pasko, que irá ao ar em abril dentro do programa Revista RPC.
Realizada em regime de coprodução entre a GP7 Cinema, empresa de Pasko, e a RPC TV, Colônia Cecília não tem a ambição de reconstituir toda a trajetória dos imigrantes, em grande parte de origem italiana, que vivenciaram uma experiência anarquista única entre os anos de 1890 e 1894 na região de Palmeira.
Gravada em outubro do ano passado, mas resultado de um processo criativo que se estendeu ao longo de oito meses, a minissérie mistura fato e ficção. Ao mesmo tempo em que estão em cena personagens verídicos, como o fundador e idealizador da colônia, o agrônomo e veterinário anarquista Giovanni Rossi (Val Sales), ou o médico Franco Grillo (o diretor e ator italiano Pietro Barana), que teve papel fundamental em sua criação, os protagonistas são personagens inventados por Mário Lopes, coautor do roteiro, arrematado por Pasko.
A trama de Colônia Cecília conta a jornada do casal italiano Fabrizio (Daniel Siwek) e Giulia (Carol Damião), que chega ao Paraná, em 1892, a convite de um tio, Casimiro (Roberto Innocente), sem saber ao certo o que iria encontrar. Pasko conta que o público descobrirá, através dos olhos desses personagens, muito do que foi vivido pelas cerca de 250, 300 pessoas que fizeram parte da comunidade ao longo daqueles quatro anos no fim do século 19.
Autenticidade
Para efeito de verossimilhança e também de olho no mercado externo, Pasko fez questão de que, entre os 60 integrantes do elenco, os 20 principais dominassem o idioma italiano. Até porque, todas as cenas das quais eles participaram foram gravadas tanto em português quanto no idioma nativo dos personagens. “Como são recém-chegados, Fabrizio e Giulia, se falam apenas na própria língua quando estão sós. Tivemos de brigar por isso com a RPC, mas conseguimos e seus diálogos serão legendados.”
O curioso é que, entre esse elenco principal, apenas um dos atores, justamente Daniel Siwek, era o único que não dominava o italiano. Apesar de ter ido muito bem nos testes, foi descartado em princípio. “Mas ele reapareceu, depois de passar dez dias treinando suas falas com uma professora, e nos pediu uma nova chance. Seu empenho e es­­forço nos surpreendeu”, conta Pasko.
Nessa missão de dar a maior autenticidade possível a Colônia Cecília, o diretor e ator italiano Roberto Innocente, que vive o tio de Fabrizio, teve papel fundamental. Como seu personagem, que é uma espécie de guia para os sobrinhos e, consequentemente, para os espectadores so­­­bre o que era a comunidade, Innocente também participou ativamente do processo de preparação do elenco, ocupando-se de detalhes linguísticos, usos e costumes, no intuito de emprestar verdade à produção, cujo orçamento estimado foi de R$ 300 mil – segundo Pasko, a RPC entrou com R$ 85 mil e o restante foi levantado graças ao apoio irrestrito da prefeitura de Palmeira e a investimentos de sua produtora.
Com 11 episódios do quadro “Casos e Causos” da Revista RPC no currículo, Pasko conta que Colônia Cecília lhe deu a chance de se aprofundar em uma temática que o apaixona: a imigração no Paraná, já trabalhada em dois documentários de sua autoria, Made in Ucrânia – Os Ucranianos no Paraná e Iván – De Volta para o Passado.
Apesar de a experiência anarquista ser objeto de vários livros e estudos, como dissertações de mestrado e teses de doutorado, e até obras de ficção, há muita controvérsia sobre os fatos que a cercam. “Muito se fala da questão do amor livre [a troca de ca­­sais seria prática comum entre os anarquistas], mas eu não quis dar tanta ênfase a esse aspecto, que de fato existiu, mas não foi o único. Preferi enaltecer a importância política e social desse capítulo da nossa história.”

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1230032&tit=Uma-saga-anarquista