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quarta-feira, 31 de março de 2010

UFPR quer angariar forças para levar problema dos funcionários do HC a Brasília

UFPR informa

A reunião foi um desdobramento da assembleia realizada no fim de fevereiro, no HC, com cerca de 400 funcionários do quadro da Funpar e a presença do reitor Zaki Akel Sobrinho.
Na reunião de hoje, dia 29, ficou acertado que em abril a UFPR, a Funpar, o Sinditest e o HC entrarão em contato com o governo do estado, a Prefeitura de Curitiba e a bancada federal ligada à Universidade para articular uma proposta que deve ser levada a Brasília já em maio.
O objetivo, segundo o reitor Zaki Akel, é encontrar uma solução definitiva, que garanta tanto o funcionamento do HC (que seria impossível com a dispensa de 1,2 mil funcionários), quanto resolva a “situação social” dos funcionários que correm o risco de perder o emprego. “Precisamos de uma solução definitiva. Não queremos que todo mundo continue trabalhando com uma espada na cabeça”, garantiu o reitor.
Uma comissão formada por quatro integrantes, representantes das quatro entidades envolvidas no processo, será formada a partir de amanhã, dia 30, para encabeçar os trabalhos.
O problema com o quadro da Funpar no Hospital de Clínicas da UFPR não é localizado. Cerca de 5,5 mil funcionários contratados de maneira semelhante trabalham em hospitais universitários de todo o país. Por isso, Zaki Akel acredita que a solução precisa partir da Presidência da República. “Se não for assim, vamos ficar sempre neste drama”, projeta o reitor.

Plano combate avanço das drogas em Curitiba

Paraná Online, em 31/03/2010

Curitiba terá um plano municipal de políticas sobre drogas, que vai apontar objetivos e ações de cada setor da sociedade no combate ao uso de entorpecentes. O documento será elaborado a partir das discussões da 1.ª Conferência Municipal de Políticas sobre Drogas de Curitiba, que acontece até hoje no Salão de Atos do Parque Barigui e é promovido pelo conselho que trata sobre o assunto na cidade. “As drogas são feridas abertas na sociedade. O crack é o responsável pela epidemia de violência e morte”, comenta o secretário municipal Antidrogas, Fernando Francischini.
Especialistas serão ouvidos no evento sobre projetos e ações prioritárias que devem ser tratadas como política pública. “Necessitamos de um trabalho em rede, como acontece na prevenção da dengue e da gripe A”, comenta o secretário. De acordo com ele, em abril será lançado um edital para a criação de uma rede de comunidades terapêuticas. Haverá investimento de R$ 1 milhão por parte da prefeitura de Curitiba para a disponibilização de vagas gratuitas para a recuperação e tratamento de dependentes de drogas, especialmente crianças e adolescentes. “Esse é o primeiro projeto nesse sentido em todo o Brasil”, afirma Francischini.
Durante a abertura da conferência ontem, foi apresentado o resultado do mapeamento de comunidades terapêuticas em Curitiba e região metropolitana, onde há mais de mil vagas disponíveis. No entanto, a constatação não é animadora: dos 49 estabelecimentos identificados, apenas quatro teriam condições reais de funcionamento. Foram verificados problemas nas instalações físicas, a falta de equipe multidisciplinar (segundo as exigências legais) e falta de documentos. “Alguns nem sabem que necessitam de alguns documentos. Muitas comunidades terapêuticas atuam pela boa vontade mesmo”, conta Beatris Kemper Fernandes, ex-presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de Curitiba e presidente da ONG Casa do Peregrino.
De acordo com ela, a rede de comunidades terapêuticas primeiramente fornecerá assistência técnica para que todos os estabelecimentos passem por regularização. Depois serão feitos convênios para a abertura de vagas gratuitas de tratamento com recursos municipais. Atualmente há leitos sem custo em Curitiba, coordenados pela Central de Resgate da Fundação de Ação Social (FAS), que realiza uma triagem para o preenchimento das vagas.
Balanço
Em dois anos, a Secretaria Municipal Antidrogas implantou vários projetos voltados aos jovens em áreas de atuação de risco social. O projeto Bola Cheia, por exemplo, conta com a participação de cerca de 1,3 mil jovens. Eles participam de atividades esportivas às sextas-feiras e sábados, sempre das 21h à 1h da madrugada, horários com os maiores índices de criminalidade. Outro exemplo é a Rede de Colaboração Curitibana e Metropolitana. A Rede tem cerca de 5 mil pessoas cadastradas como agentes multiplicadores de informações. Eles fazem palestras multidisciplinares na tentativa de levar a prevenção às drogas. O projeto Papo Legal é outro que desponta, com mais de 7 mil crianças envolvidas nesses dois anos. As crianças recebem informações sobre cidadania e podem, ainda, conhecer o trabalho dos cães farejadores da secretaria por meio do projeto Cão Amigo.

Luciano Ducci assume e diz que é Beto e Serra

Paraná Online, em 31/03/2010

Luciano Ducci (PSB) tomou posse na manhã de ontem como prefeito de Curitiba. Em sessão solene na Câmara Municipal, Ducci recebeu o cargo deixado por Beto Richa, que renunciou à prefeitura para disputar o governo do Estado. Funcionário de carreira da administração municipal, ex-secretário municipal de Saúde e vice-prefeito de Curitiba nos dois mandatos de Beto, Ducci assume a prefeitura por dois anos e nove meses, prometendo dar sequência ao Plano de Governo da atual administração municipal. “Recebo essa nova missão com muita emoção e responsabilidade, de dar sequência nos compromissos com a população assumidos por mim e pelo Beto. Meu principal desafio será manter os altos índices de aprovação que a prefeitura de Curitiba vem alcançando”, declarou.
Ducci prometeu dar seqüência a obras como a da Linha verde e a da revitalização da Avenida Marechal Floriano e manter atenção à população mais carente. Disse que terá uma solução para a questão do lixo nas próximas semanas e prometeu ir a Brasília para brigar por recursos do PAC para o metrô de Curitiba. Afirmando ter participado da montagem da equipe de Beto, disse que só fará alteração no secretariado no caso dos que deixarão o cargo por conta das eleições. Mas o novo prefeito se irritou ao ser questionado se apoiará o pré-candidato do PSB à presidência da República, deputado federal Ciro Gomes, ou o pré-candidato tucano, José Serra, nas eleições de outubro. “Vou apoiar Beto Richa. Meu compromisso é com ele. O PSB do Paraná estará no palanque que ele estiver. Ciro nem sabe se será candidato ainda”, disse.

Curitiba terá Defesa Civil nas regionais

Gazeta do Povo, em 31/03/2010

Objetivo é preparar as comunidades das áreas mais vulneráveis para atuar em catástrofes naturais

Até o fim do ano, cada uma das nove regionais de Curitiba deverá ter pelo menos um Núcleo Co munitário de Defesa Civil (Nudec), formado por voluntários locais. Esses grupos prestarão o primeiro atendimento às vítimas nas situações de emergência e desenvolverão ações de prevenção nas áreas de risco. Na capital, a maioria dos atendimentos da Defesa Civil ocorre por causa de alagamentos: foram 527 ocorrências em 2009.
Segundo o coordenador técnico da Defesa Civil de Curitiba, Nelson de Lima Ribeiro, o objetivo é preparar as comunidades das áreas mais vulneráveis. “As pessoas que mo ram próximas de rios seriam capacitadas a cuidar desse ambiente. Se o rio encher, elas saberiam como proceder, para onde ir e como ajudar o vizinho”, disse Ribeiro, que participou ontem do Seminário Sobre Catástrofes Naturais no Estado do Paraná – Reflexão e Ação, na Casa Latino-americana (Casla), em Curitiba. Os núcleos desenvolveriam planos de contingência, para prever onde serão montados os abrigos, como será a distribuição de alimentos e como tratar os doentes.
Os Nudecs poderiam atuar em alagamentos, deslizamentos de terra, queda de árvores e princípios de incêndio. A Defesa Civil ainda não sabe quantos grupos são necessários para Curitiba. O objetivo é encerrar 2010 com pelo menos um Nudec em cada regional.
Os Nudecs fazem parte da política nacional de Defesa Civil e já foram implantados em várias cidades do país. Em Curitiba, o projeto começa agora a sair do papel. Há cinco núcleos na capital, criados no final de 2009, na região do bairro Sítio Cercado. José Ribeiro, presidente da associação Moradias 23 de Agosto, participa de um deles. Ele afirma que é comum a ocorrência de alagamentos e incêndios na região, onde vivem 2 mil famílias. “Se tivesse sido implantado esse trabalho da Defesa Civil antes, teria até se evitado alguma coisa”, diz.
Mapeamento
Outro programa da Defesa Civil de Curitiba é concluir o mapeamento das áreas de risco. “Não adianta fazer prevenção de tsunami para Cuiabá”, comparou o geógrafo Francisco Mendonça, que participou do seminário. Para ele, no entanto, muitas vezes a mídia passa uma visão apocalíptica dos fatos, o que gera uma “sociedade acovardada”. Ele disse que os fenômenos não são novos, mas se tornaram mais conhecidos. “Não fosse a condição de acontecer em assentamento urbano, eles não teriam essa repercussão.”
Organizações que já atuam junto aos atingidos por tragédias, como a Ação Social do Paraná, a Cáritas Diocesana e a Casa Latino-americana participaram do seminário. O grupo terá novos encontros, com a presença de especialistas na área. O objetivo é criar uma rede em prontidão para catástrofes naturais no Paraná.

Curitiba na final de prêmio

Gazeta do Povo, em 31/03/2010

Curitiba é uma das seis finalistas do prêmio mundial Globe Award, na categoria Cidade Sustentável. O prêmio é organizado pelo Globe Forum, na Suécia, onde acontecerá a premiação, no dia 29 de abril. As outras finalistas são: Sydney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Murcia, na Espanha; Songpa, na Coreia do Sul; e Stargard Szcze cinski, na Polônia. O prêmio, que está em sua quarta edição, é dado a cidades que contribuem para o aumento do conhecimento sobre sustentabilidade.