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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

No Portal UOL, Rubens diz que julgamento do mensalão mostra que lei é igual para todos

Participação de Lula é o "capítulo não escrito" do mensalão, diz senador tucano Alvaro Dias
Débora Melo e Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo 


Comunicar erro Imprimir O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse nesta quarta-feira (28) que, embora a condenação de réus do mensalão represente a “esperança de que é possível combater a impunidade”, ainda é preciso esclarecer se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do esquema de compra de apoio de parlamentares da base do governo entre os anos de 2003 e 2005, durante seu primeiro mandato na Presidência.

“Existe um capítulo não escrito no mensalão, sobre as revelações feitas por Marcos Valério sobre o ex-presidente Lula. Nós entramos com um pedido, e o procurador precisa dar uma resposta à sociedade. É um fato grave que precisa ser esclarecido”, disse o senador, que levanta a questão sem fazer acusações.

No último dia 6, representantes do PPS e do PSDB na Câmara dos Deputados e no Senado protocolaram uma representação pedindo que a Procuradoria Geral da República investigue a relação de Lula com o esquema de corrupção. O documento se baseia em informações publicadas pela revista "Veja", que afirma que o publicitário Marcos Valério possui informações sobre o envolvimento de Lula no esquema.
No dia 15 de agosto, o STF negou a inclusão de Lula no julgamento do mensalão. "É improcedente este pedido", disse então o relator Joaquim Barbosa. "Mesmo que quiséssemos não poderíamos impor a inclusão de alguém na denúncia", afirmou o revisor Ricardo Lewandowski, ao citar que a tarefa cabe à Procuradoria Geral da República. Esta não foi a primeira vez que a inclusão de Lula foi indeferida. Em abril de 2010, o plenário do STF já havia negado o pedido apresentado pela defesa de Roberto Jefferson.
A definição das penas para os 25 réus condenados no processo do mensalão foi concluída nesta quarta-feira pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Desses 25 réus, 13 irão para a prisão, incluindo o ex-ministro da casa Civil, José Dirceu, que foi condenado a dez anos e dez meses de reclusão --penas superiores a oito anos devem ser cumpridas em regime fechado.

Seguramente essa decisão [relativa às prisões] do Supremo será respeitada”, disse Alvaro Dias.

Para o senador, o julgamento, “histórico”, valoriza o Judiciário brasileiro. “Agora existe um novo parâmetro. O mensalão é um divisor de águas. Os processos envolvendo autoridades políticas não ficarão mais na gaveta, pois se estabeleceu um novo parâmetro para o julgamento das autoridades”, completou Dias.

Para o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), o julgamento do mensalão mostra que “a lei é igual para todos” ao acabar com as diferenças de tratamento por cargo ou classe.

“O Supremo condenou algo inédito na história: empresários, banqueiros, deputados e ex-deputados, ou seja, figuras importantes. É um novo momento da história do país. O Judiciário está cumprindo seu papel e acabando com a impunidade. Não há mais diferença entre escalão de cargo ou de poder econômico. A lei é igual para todos.”


 Já o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos líderes da oposição no Congresso, afirmou que o julgamento do mensalão “deve ser regra, não exceção”, no que diz respeito a outros casos de corrupção que tramitam nos tribunais Brasil afora.

 “Há que ser um julgamento exemplar, não um fato isolado, até para que outros casos tão importantes quanto o mensalão sejam julgados”, disse Randolfe.

“Esse julgamento significa uma convocação para a classe política, que está convocada a combater esse sistema promíscuo, que produz escândalos como rotina. O exemplo mais recente é a quadrilha denunciada pela operação Porto Seguro”, afirmou Dias.

O senador Randolfe também citou a recente operação da Polícia Federal e, ainda, a operação "Mãos Limpas", ao dizer que o Judiciário terá mais trabalho pela frente.

“Não só esses esquemas, como o mensalão de Minas Gerais, precisam ser julgados. E o Judiciário precisa tomar o mensalão atual como exemplo e avançar nos julgamentos. Um dia, assim, cheguaremos ao fim da impunidade”, afirmou.

O suposto esquema de desvio de recursos públicos para financiar a campanha eleitoral do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tentava a reeleição em 1998 (e perdeu), ficou conhecido como mensalão mineiro. A acusação só foi apresentada pelo procurador-geral da República ao STF em 2007, e em 2009 o Supremo aceitou a denúncia.
Diferentemente do caso petista, o processo tucano foi desmembrado e apenas Azeredo, que é deputado, e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que têm foro privilegiado, permanecem no STF. Outros 12 réus são processados em primeira instância.
Quando o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado pelo STF, o PT soltou nota em que afirmou que julgamento do mensalão foi político. “O STF [Supremo Tribunal Federal] deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939”, dizia a nota. Para o PT, a adoção dessa teoria “cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito”.
Fonte: Site Nacional do PPS.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PPS apresenta pedido para ouvir ex-marido de Rosemary e representante do MEC.

Porto Seguro: PPS apresenta pedido para ouvir ex-marido de Rosemary e representante do MEC

Por: Diógenes Botelho 

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), apresenta nesta quinta-feira, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle,  requerimentos para ouvir José Claudio Noronha, ex-marido de Rosemary Nóvoa Noronha, e um representante do Ministério da Educação (MEC).
O partido quer esclarecer o esquema montado no MEC para validar um diploma falso do companheiro da ex-chefe de gabinete da Presidência da República. A falcatrua permitiu que José Cláudio fosse nomeado para o conselho de administração de duas empresas do Banco do Brasil: a BB Seguros e a Brasilprev.
Toda a operação foi intermediada pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, que assim como Rosemary é apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha que pagava propinas para fraudar pareceres em diversos órgãos do governo federal, visando beneficiar empresas privadas e políticos. O caso foi revelado nesta quinta-feira pelo site da Veja.
José Claudio Noronha é mais um elo do esquema criminoso que atingiu em cheio a Presidência da República. Na última quarta-feira, oPortal do PPS mostrou que, por meio de tráfico de influência da quadrilha, ele conseguiu uma vaga de suplente do Advogado- Geral da União, Luís Adams, no Conselho da Brasilprev. Após a imprensa procurar o Banco do Brasil para esclarecer o caso, o ex-marido de Rosemary foi afastado. Além da vaga nos dois conselhos, ele também é secretário especial da Infraero em São Paulo.
“Nós já pedimos a convocação de Rosemary e agora queremos ouvir seu ex-marido, que foi claramente beneficiado pelo esquema criminoso. Essa quadrilha não tinha limites. Para conseguir boquinhas no governo valia até falsificar diploma de ensino superior e usar a estrutura do MEC. Esperamos que nossos pedidos sejam aprovados na próxima semana pela comissão”, afirmou o líder do PPS.
Rubens Bueno lembrou também que todo o esquema envolve pessoas intimamente ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Rosemary é íntima de Lula, com quem trabalhou desde 2003. Agora sabemos que ela conseguiu apoio do MEC, na época comandado pelo prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, para chancelar um diploma falso de seu ex-marido. Com isso, arrumou vagas para ele em conselhos do Banco do Brasil controlados pelo PT. Isso mostra que para os petistas não existem escrúpulos quando o objetivo é aparelhar o estado”, finalizou o deputado.
Fonte: Site Nacional do PPS.

TV PPS transmite debate sobre Pronasci e Segurança Pública nesta sexta-feira.

A Web TV PPS do Paraná (http://www.tbread.com.br/ondemand/index.php?id=7) transmite nesta sexta-feira (30 de novembro) às 11h30 um debate sobre como o Pronasci  (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) pode ser aplicado para auxiliar nas ações dos prefeitos e vice-prefeitos.
Com a participação do professor universitário e perito criminal, Antônio Carlos Lipinski, o programa é uma extensão da palestra apresentada pelo professor no "Encontros dos Eleitos" do PPS, realizada na última segunda-feira (26 de novembro). Vale lembrar que o debate é uma iniciativa da TV junto à Escola de Formação Política Dr. Luiz Felipe Haj Mussi. Não perca!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Projeto prevê instalação de alarmes em ônibus de Curitiba.



Elaine Felchacka

 A Câmara de Curitiba aprovou ontem o projeto de lei que obriga empresas de ônibus a instalar alarmes para alertar pedestres da aproximação dos veículos. O projeto se restringe a um trecho de três quadras no centro e será implantado em 20 ônibus que circulam entre a Avenida Sete de Setembro e Praça Carlos Gomes.
O novo sistema, que será acionado por GPS e nos cruzamentos, levanta discussão sobre sua eficiência, por conta da falta de atenção dos pedestres que utilizam fones de ouvidos. Este é um dos principais motivos de atropelamento, segundo o Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran).
Mas apesar de não ser a solução para dar fim aos atropelamentos, o projeto é elogiado pela polícia. “Hoje [ontem] pela manhã fizemos um levantamento e a Avenida Marechal Floriano é a rua mais perigosa de Curitiba para o pedestre. Ela é bem extensa e uma artéria da cidade, com muito fluxo. O projeto é bom, vai ajudar, mas as pessoas precisam ter atenção”, diz o porta-voz do BPTran, tenente Ismael Veiga.
O custo para implantação será de aproximadamente R$ 180 por ônibus, o que, para o vereador Zé Maria (PPS), autor do projeto, não poderá ser usado como motivação para pedido de aumento da tarifa pelas empresas. “É barato. Não pode impactar na passagem”, analisa.
A proposta, que causou polêmica inicialmente, quando estava previsto que os motoristas fariam o acionamento do alarme, também já agrada ao sindicato da categoria. “Não queríamos que o trabalhador tivesse mais um estresse. Agora que conseguimos acabar com a dupla função, não poderíamos fazer com que eles assumissem outra”, ressalta o relações públicas do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Vanderlei Portela.
Fonte: O Estado do Paraná.

Derosso depõe sobre contratação de ex-cunhada.

Reprodução: TV Paranaense / Derosso (esq.) chega na 11ª Vara: ex-presidente da Câmara de Curitiba alega que não influenciou na contratação da ex-cunhada

O ex-presidente da Câmara de Curitiba João Cláudio Derosso (sem partido) foi ouvido ontem na 11.ª Vara Criminal de Curitiba como testemunha no processo envolvendo a contratação da ex-cunhada Renata Queiroz Gonçalves dos Santos no Legislativo municipal. Ela é irmã de Cláudia Queiroz Guedes, que na época da nomeação era mulher de Derosso. O Ministério Público do Paraná (MP) denunciou Renata em outubro do ano passado por falsidade ideológica. Se for condenada, ela pode pegar de um a cinco anos de prisão e pagar multa.
Em janeiro de 2011, Renata foi contratada para trabalhar num cargo em comissão na Câmara de Curitiba, na época presidida por Derosso. No momento da nomeação, ela assinou um termo em que declarava não possuir parentesco com os parlamentares. O MP, no entanto, entendeu que ela omitiu o grau de parentesco com Derosso “haja vista a existência de relacionamento público entre Cláudia Queiroz Guedes, irmã da denunciada, e João Cláudio Derosso desde janeiro de 2007”, diz a denúncia. Além de Derosso, Renata, Cláudia Queiroz e a mãe Noêmia Queiroz também foram ouvidas ontem.
A estratégia da defesa foi alegar que Derosso e Cláudia não mantinham vínculo familiar. “Em resumo, o Derosso e a Cláudia disseram que não eram casados e que ele não influenciou na contratação de Renata”, disse o advogado Marcelo Lombardi, que defende Cláudia.
Após a audiência de ontem, o MP e os advogados de defesa terão 30 dias cada para apresentar as alegações finais. Em seguida, a juíza deve dar a sentença.
Ações civis
O MP descobriu a contratação de Renata quando investigava o contrato de publicidade da Câmara. Derosso e Cláudia Queiroz, que é dona da agência de publicidade que venceu a licitação na Câmara, respondem por ato de improbidade administrativa.
Fonte: Gazeta do Povo